Voluntarido Jovem e Inserção Sociocultural: experiências de média duração encerram ciclo em Belém e Fortaleza

em 6 de fevereiro de 2018 por MAGIS Brasil

Desde julho de 2017 o Programa MAGIS Brasil iniciou a modalidade de média duração do Eixo Voluntariado Jovem e Inserção Sociocultural. São características desse voluntariado a dedicação integral, durante seis meses, ao serviço voluntário, onde os (as) jovens participantes residem em uma obra da Companhia de Jesus ou instituição parceira.

Segundo Agnaldo Duarte, que foi diretor do Centro Magis Inaciano da Juventude (CIJ) e Coordenador do Eixo Voluntariado Jovem durante o período da experiência, “essa modalidade de voluntariado exige que os jovens vivenciem de forma mais profunda o desapego; afinal, são meses distantes da família, dos amigos e da rotina a que estão acostumados”; contudo, afirma o jesuíta, “após ouvir as partilhas, é bonito ver como os jovens foram se tornando mais disponíveis e foram se abrindo para que essa experiência fosse, de fato, profunda e transformadora em suas vidas”.

A jovem Tasila Fortuna (Iconha – ES) e o jovem Hermerson Rodrigues (Fortaleza  – CE) foram acolhidos pelo Centro Magis Amazônia. Na capital paraense, os jovens realizaram ações junto ao Centro Alternativo de Cultura (CAC), obra da Companhia de Jesus que desenvolve ações na área de educação popular, e junto à Casa da Caridade. Tasila partilhou que “apesar de desafiador, o voluntariado de seis meses foi um tempo de muito consolo, um tempo de confirmar o serviço ao outro como projeto de vida”. Hermerson ressaltou que “uma nova percepção do que realmente é ser humano foi despertada no voluntariado, onde a empatia e a sensibilidade às causas dos injustiçados da sociedade foram as marcas deixadas pela experiência”.

Os jovens Alan Batista (Cachoeira do Arari – PA) e Marcos Rodrigues (Ibatiba – ES) realizaram o voluntariado em Fortaleza, no Centro MAGIS Inaciano da Juventude (CIJ), onde se dedicaram ao trabalho junto à Pastoral do Povo em situação de Rua. Para Alan, “o mais difícil foi conviver com a dor do outro, pois sentia muita angústia, um sentimento de não conseguir mudar aquela realidade; mas aos poucos fui aprendendo a ser presença, a construir relações fraternas e de confiança”. Marcos afirmou que “é impossível viver o voluntariado e permanecer indiferente à tantas realidades de sofrimento, onde há tantos apelos para a doação e serviço em prol da transformação”.

O Voluntariado MAGIS acontece nas fronteiras, sejam elas geográficas, econômicas, sociais ou existenciais; onde outros não querem ou não podem ir. Além disso, é sua característica o acompanhamento personalizado e a incorporação da pedagogia e espiritualidades inaciana em todo o processo, capaz de acolher a cada jovem desde as suas necessidades, limites e potencialidades.

Para o jesuíta Edson Tomé, diretor do Centro Magis Amazônia e coordenador do Eixo Sociambiental do Programa Magis, “o desafio dessa experiência é deslocar o olhar do jovem e da obra que o acolhe, é promover um encontro pautado na participação, no serviço e no diálogo entre o voluntário e o local que acolhe esse jovem; é proporcionar a construção de relações baseadas no compromisso e responsabilidade, mas também no afeto e na amizade”. Dessa forma, o Voluntariado MAGIS deseja oferecer aos (às) jovens experiências transformadoras, marcadas pelo desafio de ir ao encontro do outro e de abraçar a “Igreja em saída”, acolhedora, com o rosto jovem e disponível para em tudo amar e servir.

O encerramento dessa primeira experiência de média duração é marcado também pelo início do novo ciclo do voluntariado de seis meses. No primeiro semestre de 2018, além de Fortaleza e Belém, Boa Vista-RR e São Paulo-SP também acolherão voluntários (as) do Programa MAGIS Brasil. A experiência começará no início de fevereiro e terminará no final de julho de 2018.


Texto: Centro MAGIS Inaciano da Juventude (CIJ)

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