Fé em tempos de pandemia

em 18 de março de 2020 por MAGIS Brasil

O que a nossa fé, a tradição cristã e a espiritualidade inaciana nos ensinam para viver a crise mundial causada pela pandemia de coronavírus?

O medo não vêm de Deus

Santo Inácio de Loyola nos falava de duas forças em nossas vidas: o mau espírito nos afasta de Deus e dos outros e causa tristeza, medo e desânimo. O bom espírito nos aproxima de Deus e do próximo, despertando força, esperança e consolação.

O mau espírito vem do “príncipe da mentira”

Não dê crédito a informações falsas ou rumores e não os difunda. Confie e siga as orientações de especialistas da saúde e cheque as fontes das informações que passar para outros. Atentos ao bom espírito, que vem de Deus, é possível responder a essa crise com seriedade, mantendo um senso interior de calma e de esperança.

O amor e a solidariedade são mandamentos

Resista à tentação de demonizar ou de criar culpados. A Covid-19 não é culpa de ninguém, quem se infectou ou quem transmitiu não têm culpa. Lembre-se de que Jesus foi perguntado sobre um homem cego: “Quem pecou, para que este homem nascesse cego?”. E respondeu: “Ninguém” (Jo 9,2). O amor e a solidariedade podem ser vividos sem contraindicação em tempos de recolhimento e crise. Não feche o seu coração e faça o que puder para ajudar idosos, deficientes, refugiados, sem teto e pobres, tomando as precauções necessárias.

Fique unido a Deus e à comunidade

Missas e cultos estão sendo cancelados, para evitar a disseminação do vírus e proteger as pessoas. Mas, ainda assim, podemos estar profundamente unidos a Deus e praticar a oração. Entre em sintonia espiritual também com sua comunidade e reze em intenção dos doentes, dos que cuidam dos doentes, das autoridades que precisam criar medidas de contenção da crise e dos que, como você, estão recolhidos em casa, em quarentena. Confie! Deus está conosco, padece nossas dores e nos inspira esperança e coragem.

Tudo está interligado

A pandemia que ameaça o mundo coloca-nos todos face à experiência de um mal comum. Essa circunstância pode também nos reconectar com o bem comum, muitas vezes relativizado frente ao crescente individualismo. Somos inevitavelmente responsáveis uns pelos outros. Não há como se proteger se não protegermos os outros, principalmente os mais frágeis. Como o Papa Francisco tem insistido: tudo está interligado!

Fonte: adaptação dos textos de Pe. James Martin, SJ, originalmente publicado no portal ihu.unisinos.br

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