Viva os santos e beatos jesuítas!

em 5 de novembro de 2019 por MAGIS Brasil

O mês de novembro é muito especial para a Companhia de Jesus! No dia 05 celebramos todos os santos e beatos jesuítas. Por isso, nesta semana, convidamos a todos e todas a conhecerem um pouco mais a história de alguns destes Companheiros de Jesus que marcaram a Ordem e que seguem inspirando pessoas ao redor do mundo a serem mais para os demais no serviço ao Reino de Deus.

 

São Pedro Claver
Escravo dos escravos
(1580-1654)

Pedro Claver, espanhol, filho de camponeses, decidiu ser padre aos 15 anos. As cartas que chegavam dos missionários jesuítas entusiasmavam a Europa. Foi a Barcelona estudar e, quando cursava filosofia, pediu admissão na Companhia. Ingressou no noviciado em 1602 e, feitos os votos, foi a Maiorca completar os estudos. Lá, ouviu do Ir. Afonso Rodrigues: “A tua missão é nas Índias… Ah, Caríssimo Pedro, por que não vais também tu recolher lá o sangue de Jesus Cristo?”. Ofereceu-se! Com 30 anos chegava a Cartagena (Colômbia), em 1610. Entregou-se totalmente ao apostolado dos povos escravizados que chegavam a esta região entulhados nos navios negreiros. Sua missão era vivida de maneira sincera e humilde. Sobre ele, uma das escravas chegou afirmar: “… era a defesa geral de todos os negros e negras”. Incompreendido muitas vezes até pelos próprios companheiros, livrou-se do desânimo procurando consolo na Cruz. Esgotado e doente, morreu em 1654 com fama de santo. Foi canonizado por Leão XIII em 1888 e declarado padroeiro das missões entre os negros em 1896.

Há de buscar Deus para encontrá-lo de perto

 

São Cláudio de la Colombière
Apóstolo do Coração de Jesus
(1641-1682)

Francês, nasceu em 1641, em Saint-Symphorien d’Ozon, descendente de uma família de notários. Aos 12 anos, matriculou-se no Colégio da Trindade, mantido por jesuítas. Dotado de sensibilidade, nobreza de alma e inteligência penetrante, mostrava-se muito sensível ao encanto da religião e das amizades. Ingressou no noviciado no ano de 1659 e foi ordenado em 1669. Junto com S. Margarida Maria Alacoque, ajudou a difundir o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Foi um jesuíta notável por seu discernimento e obediência às Constituições e foi um exímio orientador espiritual. Num tempo marcado pelo ódio contra a Igreja Católica, foi encarcerado em King’s Bench, na Inglaterra, em 1678, por ocasião de uma perseguição aos jesuítas. Lá, contraiu tuberculose nas masmorras e foi exilado ao seu país natal. Morreu em Paray-le-Monial em 1682 e foi canonizado por João Paulo II em 1992.

“Sagrado Coração de Jesus, ensinai-me o perfeito esquecimento de mim mesmo; este é o caminho pelo qual se pode ter acesso a Vós. Tudo que fizer no futuro será vosso, fazei que nada que faça desagrade a Vós. Ensinai-me o que devo fazer para chegar à pureza de vosso amor, cujo desejo vós me inspirais”

 

Beato Francisco Gárate
Irmão das cortesias
(1857-1929)

Nasceu em Azpeitia (Espanha) em 1857 e fez sua catequese com os jesuítas no Santuário de Loyola. A pedido deles foi admitido como servente no Colégio Nossa Senhora de Orduña e ali mesmo decidiu sua vocação. Por terem sido os jesuítas expulsos da Espanha em 1868, foi preciso que caminhasse até Poyanne, França, para entrar no noviciado. Dando mostras de simplicidade, maturidade e responsabilidade, fez seus primeiros votos em 1876 e, após breve preparação, foi enviado para La Guardia, onde foi enfermeiro e sacristão no Colégio Santiago. Sempre alegre e paciente, era exemplo de delicadeza e abnegação. Intensa vida de fé e oração, constante serviço ao próximo, humildade, abnegação e mortificação foram suas marcas como porteiro. Morreu em 1929, vítima de um tumor na próstata. Foi beatificado por João Paulo II em 1985.

“Faço aquilo que posso; o resto o faz o Senhor, que é quem pode tudo. Com a ajuda d’Ele tudo é leve e suave, pois servimos a bom amo”

 

Beato Ruperto Mayer
Apóstolo de Munique
(1876 – 1945)

Ruperto Mayer nasceu em 1876, em Stuttgart, Alemanha. Fez seus estudos no seminário local e foi ordenado em 1899. Ingressou em 1900 no Noviciado de Feld-kich, Áustria. Como a Companhia estava proibida na Alemanha, realizou seus estudos no exterior e, terminados estes, ocupou o cargo de sócio do mestre de noviços. Posteriormente, encarregou-se da pastoral dos imigrantes em Munique, onde exerceu seu apostolado em ambiente anticlerical e em meio às guerras e crises alemãs. Destacou-se no trabalho com os mais pobres e na força da pregação. Foi diretor das Congregações Marianas. Foi voz de destaque contra o nazismo, tendo sido preso três vezes entre 1937 e 1938. Acabou num campo de concentração em 1939 e, por fim, confinado numa abadia beneditina desde 1940. Lá faleceu em 1945. Sua beatificação ocorreu em 1986 pelo Papa João Paulo II.

“Jamais teria achado possível que Deus me visitasse na cela da prisão com tamanha amabilidade”

 

Oração pelas Vocações

Peçamos a Deus que mande mais trabalhadores para a messe (Lc 10, 2), rezando pelas vocações jesuítas com a oração do P. Jerônimo Nadal, SJ:

Senhor Jesus, nós te pedimos que a muitos escolhas e chames,
Que a muitos chames e envies, conforme tua vontade,
Para trabalhar pela Igreja em tua Companhia.
Pouco ainda fazemos e tanto mais poderíamos fazer,
Se não fosse nossa fraqueza, nossa omissão.
Por isso, Senhor Jesus, fica sempre à frente na história de nossa vida
E na daqueles que escolheste para teu serviço,
Para que não deixe de realizar, por negligência nossa,
A totalidade do teu projeto de amor.
Amém.

Compartilhar
Twittar
+1