Ser Mais Amazônia

em 19 de julho de 2019 por MAGIS Brasil
“Uma missão para aprender mais sobre você mesma e aprender mais com os outros”

Levando adiante a proposta de “dar a conhecer a Amazônia como dom de Deus”, o eixo Justiça Socioambiental do Programa Magis Brasil deu início em 2019 ao projeto Ser Mais Amazônia.

O projeto visa proporcionar aos alunos da Rede Jesuíta de Educação uma experiência de inserção no contexto amazônico, potencializando a formação integral e participativa, para que atuem na construção de uma sociedade mais humana, justa e fraterna, de acordo com o apelo da nossa tradição cristã que visa a prática da misericórdia para com próximo.

A inspiração do projeto vem de diversas iniciativas. Desde 2017, o Centro Magis Amazônia vem explorando novos contextos de sua missão, procurando estar cada vez mais próximo a comunidades tradicionais do entorno de Belém e do arquipélago do Marajó. Em 2018, 15 alunos e antigos alunos do Colégio Loyola de Belo Horizonte puderam conhecer 4 comunidades ribeirinhas do Marajó, lançando bases para este projeto. Em vistas de uma maior articulação entre a Rede Jesuíta de Educação e a Rede Inaciana de Juventude (Magis Brasil), em dezembro de 2018 iniciou-se a elaboração deste projeto.

Em sua primeira edição, o Ser Mais Amazônia conta com a adesão dos colégios Antônio Vieira (Salvador/BA), Jesuítas (Juiz de Fora/MG) e Loyola (Belo Horizonte/MG) que juntos levaram 23 alunos e 6 educadores para viver uma semana de inserção em comunidades tradicionais do norte paraense: 2 ribeirinhas, 2 quilombolas e 2 campesinas. 

Para João Vitor Marinato, aluno do Colégio dos Jesuítas, a experiência é “um convite ao desprendimento de todo o conforto e segurança que temos todos os dias, além de grande imersão em uma cultura tão rica como a dos povos da região amazônica.” O jovem visitou a comunidade de Vila Braba e dedicou vários dias a obter os mais variados produtos da mandioca.

Antes de chegar às comunidades, os alunos passaram dois dias de preparação com os jovens do Magis Amazônia, que os acompanharam também na experiência, vencendo um dos primeiros obstáculos para a inserção: o preconceito. Além de instruções sobre o contexto, o programa formativo procurou despertar todos os sentidos dos jovens para viver profundamente a inserção. O ápice da preparação foi a vivência Anduba Anga Anetê, através da qual foi contada a história de uma das comunidades quilombolas a ser visitada. “Minha experiência foi atravessada por uma rotina e percepção de vida completamente diferente do que vivo numa cidade grande. Abrindo os sentidos pro que realmente é essencial, pra uma vida simples e cheia de esperança que a comunidade e seus moradores nos dão.” (Thalia Sarmanho, colaboradora do Magis Amazônia)

Retornando de uma semana intensa de imersão, os jovens têm agora o desafio de dar continuidade no cuidado da Casa Comum, transmitindo a experiência vivida. Assim nos lembra, Marina Goes, do Colégio Loyola: “Aprendi que sou parte da Amazônia também, e que tudo que fazemos, mesmo de longe, impacta e muito na vida lá.”  E como destacou, Milena Gava, do Colégio dos Jesuítas é  “uma missão para aprender mais sobre você mesma e aprender mais com os outros”.

Se você gostou da proposta e quer colaborar com ideias, envie sua sugestão para juventude@magisamazonia.com
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